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Elis

Hoje é dia de lembrar e comemorar a vida e legado artístico de Elis Regina. Justo a tempo para celebrar o que teria sido seu aniversário número 76, agora, no dia 17 de março, foi lançada a versão remasterizada do álbum Elis, originalmente de 1972, considerado uma obra prima da produção artística da cantora.

À época, com apenas 27 anos de idade, esse era o décimo dos 36 discos que deixaria a gaúcha. Começou muito cedo no mundo da música e com sua voz poderosa conquistou um lugar na história da cultura brasileira. Quando se fala seu nome, pensamos em MPB e Bossa Nova, mas a verdade é que ela foi incrivelmente versátil e, por isso, fez parcerias musicais inesquecíveis, cantando também gêneros como samba, rock e Jazz. Para amantes saudosos do samba paulista como eu, impossível não falar de seus duetos com Adoniran Barbosa em músicas como: Tiro ao Álvaro ou Iracema

Elis também foi reconhecida por seu engajamento. Nos conhecidos como “anos de chumbo”, foi famosa sua voz em favor do retorno dos exilados ao Brasil, e sua versão da música O bêbado e a equilibrista de João Bosco e Aldir Blanc (que, infelizmente, perdemos em maio passado para a pandemia) se tornou uma espécie de hino dessa causa.  Vale a pena relembrar e escutar.

Impossível escolher apenas uma música cantada por Elis. Tudo o que ela cantava se tornava icônico: Como nossos Pais, Alô, alô, marciano, Casa no campo, Fascinação , Madalena Romaria.

E por aí vai… Todas elas citadas pelo site ECAD como as mais tocadas, até hoje, em rádios brasileiras.

E como o Brasil é aqui e nós estamos fechando o verão, fiquem então essas Águas de março. Cantada e reinterpretada em várias línguas, incluindo uma versão em inglês de autoria do próprio pai da música, o Tom Jobim, já ganhou também versões em italiano e em francês (de George Moustaki, por exemplo ou, mais recentemente na voz de Stacey Kent: ).

Mas nenhuma que mexa tanto com o coração e que nos faça sentir tanto no Brasil, como esta. Do belíssimo álbum Elis & Tom, alegre, viva, “criadeira” como dizia o Tom que é a chuva:

Poderíamos falar sem fim das muitas coisas que inspirou a Elis (filmes, livros, séries de tv) e do presente precioso que é a voz de Maria Rita, sua filha, que hoje também nos encanta com interpretações das músicas que outrora cantara a mãe. Mas isso já dá tema para outra entrada em nosso blog! Nós ficamos por aqui, sempre com mais e mais vontade de Elis.

Por: Natalia Quintero – Professora do IBRACO

Foto: Arquivo público